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domingo, 16 de maio de 2010

MOCULMA participa de diálogos cineclubistas

Inovacine participa de diálogos cineclubistas

A troca de experiências e o encontro de novos caminhos para a promoção do cineclubismo no Pará é o foco do ii DIÁ-logos – Construindo a Jornada de Cineclubistas do Estado, evento realizado durante todo o dia de hoje, 15.05, e que reuniu 33 representantes de cineclubes e organizações da sociedade civil no Instituto Nangetú, em Belém (PA).

Com o apoio a Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa), Projeto Cine + Cultura do Governo Federal e a Secretaria de Cultura do Pará (Secult), o evento conta com a participação da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), Movimento Cultural da Marambaia (Moculma) e outras organizações cineclubistas de municípios como Redenção, Soure e região metropolitana de Belém.

A manhã do evento foi marcada pela apresentação dos representantes de cada organização presente. O discurso da transformação social oportunizada pelo cineclubismo e as principais limitações e perspectivas de efetivação dos projetos estava presente.

A gestora do Instituto sede do encontro, Mãe Nangetú, falou sobre a transformação da visão social em relação à diversidade cultural com a criação do cineclube no Instituto Nangetú.
“O cineclube foi fundamental para a quebra de preconceitos mostrando que nós, que cultuamos a religião afroreligiosa, somos iguais. Quando nos reunimos vejo o desejo de crescimento, a vontade de estreitar as relações e valorizar a importância do fortalecimento da rede de cineclubismo”,argumentou.

A importância do fortalecimento da rede e a abertura para o constante diálogo entre os cineclubes, também foi o discurso predominante do bate-papo entre os outros participantes. O representante do cineclube no município de Redenção “Boca da Mata”, Hélio Amorim, falou sobre a busca por estreitar as relações com a capital.

“A grande preocupação é a questão do interior em relação à capital. Nós do sul do Pará queremos participar de uma rede mais integrada de cineclubistas. É por meio desse diálogo que flui melhor o conhecimento entre o interior e a capital”, argumenta Amorim.

Os ii Diálogos também é uma fonte de conhecimento para quem está implantando cineclube no Pará. É o caso do Cineclube Cruzeirinho, no município de Soure, fruto de uma oficina de cineclubismo do Inovacine. A coordenadora do Cineclube Cruzeirinho, Andrea Scafi, explica o propósito de sua presença no evento para efetivação da atividade no município.

“Vim especialmente para esse momento e para o município de Soure o cineclube é uma atividade que está chegando agora, a minha vinda é para trocar experiência e conhecimento e saber dos outros cineclubes o que podemos levar para os moradores de nosso município”, explicou.
Novos caminhos para o cineclubismo paraense - No final da manhã foi proposto a formação de uma comissão para articular a realização da Jornada Paraense de Cineclubes. O objetivo é mobilizar as representações cineclubistas para a criação da Federação Paraense de Cineclubes.

Segundo o coordenador do Inovacine, Francisco Weyl, o valor da ocasião está na oportunidade de fortalecer o movimento, estreitar relações com o Ministério da Cultura, articular a Jornada e criar a Federação Paraense de Cineclubes.

“Nós aproveitamos a presença do Coordenador do Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet, para uma articulação mais estreita com o Ministério da Cultura, conhecer, discutir e propor políticas nacionais do cineclubismo e do audiovisual”, falou.

O Coordenador de Rede Cine Mais Cultura encerrou em Belém sete reuniões com cineclubistas da região norte. Dessa, forma, disse, pode conhecer a forma como cada estado se organiza e pratica o cineclubismo. Bouillet esclareceu aos participantes do ii Diá-logos quanto às ações do Ministério da Cultura. Ele defendeu que os representantes cineclubistas do Pará devem pensar em diferentes possibilidades para a efetivação das ações do movimento.

“O que foi observado por mim é que somente com organização é que será dado um salto qualitativo no movimento. Os estados estão se organizando, então, realizar encontros como este que vocês estão propondo está no caminho do que o Cine Mais Cultura hoje está discutindo”, finalizou.

© FONTE: Ascom Fapespa

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FOTOS DO ANIVERSÁRIO

PARA TODOS OS NOSSOS LEITORES E AMIGOS, A PARTIR DE HOJE À NOITE ESTAREMOS DISPONIBILIZANDO AS FOTOS DO ANIVERSÁRIO DO MOCULMA, REALIZADO NESTE SÁBADO (03.04) NA PRAÇA TANCREDO NEVES.

AS FOTOS ESTARÃO DISPONÍVEIS NA COMUNIDADE DO MOCULMA NO ORKUT E NO ALBUM DO PICASA, COM LINK AQUI.

AGUARDE!

sábado, 3 de abril de 2010

MOCULMA 16 anos de Arte e Cultura Popular

Hoje na Marambaia haverá uma grande programação cultural com show de bandas de rock, mpb, pop-rock, cinema, dança, poesia....

Será comemorado os 16 anos do Movimento Cultural da Marambaia - MOCULMA.

A programação inicia às 19h na Praça Tancredo Neves e se estenderá até a meia-noite.


Confirmados:



Busca-pé blues & Banda.
Horizonte Neutro - Rock.
Wizard king - Rock
Aury e Lídia - MPB.
Milagre de Ateu – Percussão.
Apostolado da Poesia – Declamação e Varal.
Trailler do Filme Cabanos.
Filme BARRAVENTO, de Glauber Rocha.
Redemoinho de Tambores - Percussão.
Fotoativa - Mostra Fotográfica.
Revista PZZ - Mostra intinerante.

Apoio Cultural: 

SECULT - Secretaria de Estado de Cultura. 
Vereador Adalberto Aguiar.
Vereador Otávio Pinheiro.


Acompanhe a programação ao vivo via msn: moculma@hotmail.com
 
O Movimento Cultural da Marambaia completou 16 anos no último dia 29 de Março e não poderíamos deixar com que esta data não fosse comemorada. A final de contas, são 16 anos que a entidade reúne produtores culturais, cineastas, músicos, ativistas sociais e uma gama variada de artistas e bandas musicais a fim de promover a cultura popular com arte e cidadania.
A idéia do MOCULMA é ser protagonista no cenário local promovendo ações que atraiam a juventude a conhecer alternativas à indústria cultural que modela padrões comportamentais e estilos de vida através dos meios de comunicação de massa, alienando e contribuindo para o individualismo, a violência, o consumismo e o analfabetismo político entre outros males.
O MOCULMA surgiu na Marambaia, e se tornou agregador de ações e eventos que discutem a inclusão social e a formação cidadã como poucos em Belém, procurando interagir com a comunidade e artistas do bairro e áreas próximas, criando espaços públicos, onde todos expõem seus trabalhos através da musica, teatro, poesia, dança e cinema, assim tornamos nossos sonhos de reconhecimento, descontentamentos, talentos, revolta e amor em uma miscelânea cultural onde a cultura da paz é semeada com uma pitada de teimosia e resistência.
Com estas iniciativas, o MOCULMA, estabelece os vínculos necessários com a c o m u n i d a d e, p r o m o v e n d o entretenimento e a valorização de nossa cultura, incentivando assim a produção artística com a vanguarda da juventude ativista do bairro, propiciando que seus  moradores tenham acesso a arte e a cultura, sem que seja necessário saírem do bairro para assistirem peças de teatro, bandas de músicas, exposições fotográficas, poesias e participarem de oficinas e mostras de cinema, comunicação, produção de instrumentos musicais, entre outros.
Assim o MOCULMA insiste em não deixar apagar a chama da esperança social, através da arte, selando nossa persistência e a resistência cultural e artística numa perspectiva de descoberta e reconhecimento de nossos artistas e valores sócio-culturais.
Ação impar, em bairros periféricos como a Marambaia, este evento pretende reunir todas e todos que acreditam na transformação social, tendo como aliados a arte a cultura local, em prol de uma qualidade de vida e da liberdade.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Matinta X Cabanagem: cinema e luta de classes na Amazônia


Vem da Marambaia, este bairro periférico (e no bojo das comemorações dos 16 anos do Movimento Cultural da Marambaia, Moculma) a notícia mais interessante que eu ouvi sobre cinema na Amazônia: o professor Sebastião Pereira informou sobre o filme CABANOS durante a Oficina de Formação Cineclubista que o INOVACINE realizou na Escola República de Portugal (Parceria Fapespa+APJCC+Cineclube Amazonas Douro+Moculma).


A notícia de que o projeto CINESCOLA, projeto guerreiro e guerrilheiro, realizou o filme CABANOS (1h43min) com cerca de 70 estudantes da escola pública Temístocles de Araujo – com rodagens em Curuçá, Abaetetuba, Ilha das Onças e Cidade Velha - apenas emerge o que sempre soube: que a Marambaia é pólo de produção cultural e de criação artística. E nomes não lhe faltam: Cuité, Tomé, Pão, Mika, Weyl, Caeté, Clei de Souza, Marko da Lama, Buscapé, Sebastian, e tantos outros que agora me escapam.


Mas o essencial a ser dito aqui é que o professor SEBASTIÃO PEREIRA realizou este projeto sem nenhum centavo de ninguém. Ao contrário, alguns projetos relacionados ao cinema (festivais e filmes) gastam fortunas, tem apoios de leis e empresas, mas não tem nenhum compromisso com a HISTÓRIA da Amazônia. É fato: a luta de classes também se revela no cinema amazônida.


(...) A Amazônia tem sido plateau de diversas produções cinematográficas, muitas das quais mediatizadas pela indústria cultural e outras por esta renegada. A indústria sabemo-lo, articula-se ao mercado e às respectivas cadeias produtivas que compõem o setor audiovisual, que não tem a menor condição de se desenvolver nesta Região, tratada com IRRESPONSABILIDADE pelos poderes públicos e grandes projetos e empresas que – sem nenhum compromisso com a Amazônia – investem o lucro daqui recolhido em outros centros e praças, nacionais e internacionais.


Este plateau amazônico, entretanto, ele confere certo glamour às grandes produções, até porque afinal de contas, o meio ambiente e a floresta estão em moda, sendo politicamente correto abordá-los, ainda que de relance. Logo, fazer um filme ou um festival de cinema na Amazônia pode render dividendos a quem se arrisca a esta aventura. As Leis escancaram suas portas e as empresas pegam carona nas vantagens por elas oferecidas.


E há sempre produtor de plantão para assinar um projeto cultural de carta marcada cujo objetivo final será sempre a publicidade de uma marca.

Paralelamente, artistas e verdadeiros criadores vem produzindo o que eu posso denominar de gramatologia fílmica amazônida. São pessoas articuladas a entidades culturais e pontos de cultura que tiveram acesso às ferramentas audiovisuais e montam filmes que resultam de oficinas de formação ou mesmo a partir de meras capturas aleatórias de preciosos momentos que tornam estas entidades no cerne da produção cinematográfica, cineclubista e audiovisual amazônida.


É uma onda tsunâmica que rebenta na superfície do oceano o que vem rebentando nas suas profundezas. É a insubordinação e insubmissão de seres humanos com potencial crítico, oriundos dos movimentos sociais e agregados aos movimentos sociais que não abrem mão de construir e escrever com a câmera de filmar uma nova HISTÓRIA. Este choque se estabelece de várias formas e possui vários matizes, alguns dos quais aqui abordados.


Estas são as duas imagens do filme da luta de classes que se processa no coração da Amazônia: Mito X História. Mito e História são dois lados de uma mesma moeda. De troca. Pois que se t®ocam entre si, de forma que – perplexos – nem conseguimos identificar onde um é um e o outro é o outro. Nesta fusão simbiótica, Mito e História tornam-se uma coisa só, mas apesar de (IN)diferenciados, eles possuem – cada um – características próprias que fazem com que eles sejam o que são, no que de fato os diferencia.


De um lado, o mito, com toda a sua pujança e com o que ele tem de mais fecundo nos processos de construção do inconsciente coletivo amazônida-paraoara, onde afinal de contas nascem e se refazem, chocam-se e se fragilizam as imagens e os imaginários das culturas populares, as suas narrativas, as quais, muitas vezes se redimensionam – pela via mítica - para que possamos ver o que afinal de contas éramos proibidos de olhar.


De outro lado, a História, remodelada sob a ótica dos colonizadores que ignoram sejam os processos de conquistas políticas das classes excluídas, sejam as contribuições culturais dos povos que já aqui habitavam antes mesmo da chegada dos brancos, como a civilização pré-colombiana marajoara, as etnias indígenas, e os negros com os seus ensinamentos africanos, patrimônios imateriais do que hoje é a Amazônia na sua plenitude continental.


Se nós podemos dizer que há uma tradição revolucionária no cinema amazônida, por força temos que nos referir aos índios que vem pegando em câmeras e fazendo docs a partir de seus próprios olhares, transportando e importando as suas formas de ver e viver o mundo para as obras que vem realizando. Sem dúvidas, os índios são os criadores de um novo cinema amazônida, enquanto que nós, os brancos mestiços, vamos ficando condenados a esta pasteurização “medióta” (mistura de mídia com idiota), até porque não existe uma “escola” estética do cinema amazônida.


Alguns motivos de ainda não ter sido constituída uma linguagem cinematográfica amazônica:


1. Produtores e criadores de tais linguagens se recusam em aprofundá-la na sua grandeza estética;


2. Produtores e criadores de tais linguagens se recusam em aprofundá-la na sua grandeza estética porque não passam de meros reprodutores de padrões e regras que afinal de contas são responsáveis pela colonização fílmico-imagética da Amazônia;


3. Produtores e criadores de tais linguagens estão mais interessados no mercado do que na mata propriamente dita;


Enquanto consumimos uma produção audiovisual que não é criada e nem produzida - nem aqui e nem por quem aqui habita ou já aqui habitou, “VEMOS (?)” a Amazônia sob esta ótica que lhe é exterior. E consumimos imagens que na verdade foram usurpadas à nossa tradição cultural sob o signo de um processo danoso, de destruição e colonização, sendo, portanto, natural que acabemos por representar estas mesmas imagens em nossos escassos repertórios - de forma medíocre, já que não vamos além das regras que – apesar de impostas – aceitamos como se fôssemos condenados a ser colonizados.


PS: O Filme CABANOS estreia dia 27 de março no OLÍMPIA. Acessem e vejam trecho aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yvGCc3GPW0A. Oxalá a mídia local e os pseudo-críticos tenham competência ética e estética para ver e dialogar sobre o cinema que se faz na Amazônmia.

Por © Francisco Weyl

Carpinteiro de Poesia e de Cinema

Belém, 18 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Brinquedo de Miriti como patrimônio cultural do Pará


Projeto de Carlos Martins é aprovado na CCJ

Do Blog do Dep. Estadual Carlos Martins.


Os deputados integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram hoje, 09 de março, o projeto que institui o brinquedo de miriti como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará. A proposição, de autoria do deputado Carlos Martins – PT, foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares presentes na sessão.

Os Brinquedos de Miriti representam uma manifestação artística espontânea, da criatividade dos produtores, seja no uso de cores primárias e poucas misturas (azul, vermelho, amarelo, verde, preto), como na forma utilizada, que sempre reflete o universo caboclo, suas influências urbanas e afetivas.

Miriti – Esse brinquedo é originário de uma palmeira, o miriti (Mauritia Flexuosa), caracterizado por seu grande porte. Esta palmeira é comumente encontrada na paisagem das áreas inundadas da região amazônica, incluindo as várzeas e os igapós.
A matéria-prima utilizada no artesanato é o pecíolo, popularmente conhecido como 'braço ou talo' e que pode atingir até 5m de comprimento. Essa parte nada mais é do que a medula da palmeira, constituída por fibras finas e longas.

Os artistas, com ferramentas rústicas (normalmente facas e facões), esculpem e montam as peças segundo suas referências pessoais. Alguns se especializaram em barcos, outros em bonecos dançarinos, cobras, jacarés, madeireiros, pássaros, insetos perfeitos, vaquinhas, aviões, rádios de pilha, televisões. A escolha deste ou daquele motivo é parte da crônica individual de cada autor ou família de autores.


Política cultural em 2010

Do blog hupomnemata


Análise concentrada, esta semana, para a PEC 416/2005, a Proposta de Emenda Constitucional que institui o Sistema Nacional de Cultura (SNC), e que define, dentre outras questões, o compartilhamento de orçamentos e a divisão de responsabilidades da gestão cultural entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. A PEC está sendo analisada por uma Comissão Especial, instalada na Câmara dos Deputados, na semana do carnaval. Também está em análise na Câmara o Projeto de Lei 6.835/2006, que institui o Plano Nacional de Cultura e a PEC 150, que destina um percentual mínimo de verbas para a cultura. O debate sobre um orçamento decente e qualificado para a Cultura tem suas origens em recomendações da Organização das Nações Unidas, prevendo um piso mínimo de 1%, que foi ratificado pela Agenda 21 da Cultura para as Cidades, aprovada em 2004, em Barcelona, no Fórum Universal das Culturas e, de certa forma, reiterado pela Convenção da Unesco sobre a Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada em dezembro de 2005, em Paris.

O orçamento do Governo Federal para o setor cultural, em 2010, é de 2,2 bilhões de reais. O maior da história do pais. A base do orçamento para a cultura, em 2010, está em duas rubricas: R$ 800 milhões para o Fundo Nacional de Cultura investir nas diversas linguagens (Artes; Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural; Memória e Patrimônio Cultural Brasileiros; Livro e Leitura etc.) e R$ 240 milhões para apoiar projetos dos governos estaduais.

MOCULMA e INOVACINE reverenciam o negro no cinema

Parceria entre poder público e entidade popular promove oficina de cineclubismo durante a programação do Projeto Tela de Rua em comemoração ao aniversário de 16 anos do MOCULMA.


Instituído como o Dia Municipal e Estadual da Umbanda e dos cultos afro-religiosos de Belém e do Estado do Pará, 18 de março é uma data que registra e resgata a memória da luta de Mãe Doca, que fez rufar os seus tambores em louvor aos Deuses africanos e indígenas por ela cultuados. Por esse motivo, o INOVACINE, em parceira com o MOCULMA - Movimento Cultural da Marambaia, realiza a oficina de formação cineclubista “O negro no cinema de Nelson Pereira dos Santos”.



O evento, que acontece entre os dias 15 e 17 de março, na escola pública República de Portugal, integra uma série de ações organizadas pelo Instituto Nangetu; ACAOÃ; Konsenzala de Kafungê; ACIYOMI; FEUCABEP; Casa Brasil África e GEAAM/ UFPA; Rundembo Ngunzo de Bamburrucema, AFAIA; INTECAB-PA; GARRA; Terreiro Dois Irmãos; Terreiro de Nagô de Iemanjá; Mawukwe Toy Vodunnon Aluísio de Lissá.


De acordo com o artista afro-religioso Arthur Leandro, a data demarca um campo de organização e luta do segmento afro-religioso pelo direito à livre expressão, contra a intolerância religiosa e pelo direito à cidadania. Ele diz que mesmo enfrentando a repressão e perseguições de aparatos policiais, Mãe Doca nunca abriu mão de reverenciar em culto às suas divindades.

Arthur Leandro, Artísta e Afroreligioso, vê no cineclubismo um caminho para a luta contra a uniformização e a intolelância religiosa através da formação cultural das novas gerações.


“Ao praticar ritos de matrizes culturais africanas e indígenas, Mãe Doca é o símbolo da resistência contra o preconceito e a intolerância, e também da preservação das diversas cosmologias e dos conhecimentos tradicionais de povos minoritários”, afirma.


OFICINA TEMÁTICA - Aberta à comunidade, a oficina vai abordar a prática cineclubista e ao mesmo tempo focar a temática étnica, mediante a exibição e abordagens críticas de filmes como O AMULETO DE OGUM, TENDA DOS MILAGRES e RIO ZONA NORTE (todos de Nelson Pereira dos Santos) e ainda BARRAVENTO (que é de Glauber Rocha, mas que tem a montagem de Nelson).

O coordenador do INOVACINE, Francisco Weyl, informa que esta é a primeira oficina temática do projeto, que realiza sessões cineclubistas em pontos de cultura e infocentros do programa NavegaPará. Ele acredita que o INOVACINE está a se solidificar como um projeto de raízes comunitárias.

Francisco Weyl, coordenador do INOVACINE em ação no Projeto Tela de Rua do MOCULMA, onde é colaborador e um dos fundadores da entidade.

“Acabamos de sair da Teia da Cultura Amazônica, onde os pontos de cultura nos receberam de braços abertos, e, agora, chegamos à Marambaia, que tem um movimento social forte e criadores de densa produção, ou seja, estas parcerias abrem caminhos para que as comunidades possam ter acesso e produzam elas próprias uma nova cultura audiovisual”.

Esta não é a primeira vez que a Fapespa apóia os movimentos sociais. Ano passado, a Fundação fez parceria com o Fórum dos povos e das comunidades tradicionais e coordenou um seminário no projeto Casa de Caboco, durante o Fórum Social Mundial.

A programação integra a programação do projeto Tela de Rua em comemoração ao aniversário de 16 anos do MOCULMA - Movimento Cultural da Marambaia.

SERVIÇO: Oficina de formação cineclubista O NEGRO NO CINEMA DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS.

Período: 15, 16 e 17 de março de 2010.

Horário: 15 às 18h.

Local: Escola República de Portugal (Rua Anchieta, próximo final da linha Djalma Dutra). Em comemoração ao Dia Municipal e Estadual da Umbanda e dos cultos afro-religiosos de Belém e do Estado do Pará.

Organização: MOCULMA e INOVACINE. Coordenação: Francisco Weyl, Mateus Moura e Miguel Haoni.

Parceira: Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema, APJCC; Cineclube Amazonas Douro.

Informações: 8179-6684 e/ou moculma@gmail.com

Ascom/Fapespa/Assessoria de Imprensa MOCULMA.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Oh, Marambaia!


Busca-pé Blues, o filho mais querido entre os demais igualmente queridos da Marambaia, teve publicado por um dos integrantes do MOCULMA, a gravação de sua participação, prá lá de especial, no programa 7 Set Independente, da TV Cultural do Pará/FUNTELPA.

O vídeo está no
no Canal Amazonic Man do youtube.


Busca-pé - Oh, Marambaia!

Capa da regravação do CD Andarilho das Galáxias, lançado em 2000 pelo NPC (Núcleo de Produção Cultural - UFPA)

É isso aí moçada, demorou muiiiiito, mas agora já tá na rede, para tod@s @s fãs do músico, considerado underground para uns, psicodélico para outros, mas com certeza um veradeiro artísta, que agrada gregos e troianos.


Muitas definições e um fato concreto: Quando sobe num palco Busca-pé, mesmo quem nunca o tenha visto ou escutado, arrebata mais admiradores para seu extenso fã clube.

Aumente o som, Clik em HD e expanda a tela e curta o clip do Som do Busca-Pé Blues que embala qualquer parada!

Basta ir assistir youtube, clicando aqui.

Não esqueça de deixar um cometário e indicá-lo para outr@s internautas.

Para acompanhar a agenda ou fazer contratação para shows em bares, eventos institucionais e aquisição de discos, entre em contato com: nupam.com@gmail.com ou pelo (91) 8174-5995.

+ do busca-pé nús

Trama Virtual / UOL

Musicas Paraense

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